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A Coerência em Jogo; Quando a Mulher é Candidata, o Discurso da Igualdade Desaparece?

Publicada em: 09/07/2026 09:21 -

Durante anos, o Brasil ouviu discursos em defesa da maior participação das mulheres na política. A presença feminina em cargos de liderança foi apresentada como símbolo de avanço democrático, representatividade e justiça social. Esse debate é legítimo e necessário.

No entanto, quando uma mulher decide disputar o governo de um Estado, surge uma pergunta inevitável: o compromisso com a participação feminina vale para todas as mulheres ou apenas para aquelas que pensam da mesma forma que determinados grupos?

Críticas fazem parte da democracia e toda candidatura deve ser analisada com rigor. Mas existe diferença entre questionar propostas e transformar a figura da candidata em alvo permanente de ataques que ignoram o princípio da igualdade política. Quando o discurso de incentivo à presença feminina desaparece diante de uma candidatura específica, a sociedade percebe a contradição.

Defender mulheres na política exige coerência. Não basta celebrar a participação feminina apenas quando ela atende expectativas ideológicas ou partidárias. A verdadeira defesa da igualdade reconhece o direito de qualquer mulher disputar espaços de poder, apresentar suas ideias e ser julgada pelo eleitorado com os mesmos critérios aplicados aos homens.

O Acre precisa de um debate eleitoral maduro, centrado em propostas, capacidade de gestão e soluções para os problemas reais da população. A democracia se fortalece quando a disputa ocorre em terreno justo, sem seletividade no discurso e sem demagogia travestida de defesa de direitos.

Mais do que escolher um nome, o momento exige escolher um princípio: ou acreditamos de fato na participação das mulheres na política, ou transformamos esse discurso em mera conveniência circunstancial. Coerência, neste caso, também é igualdade.

 

Mailsa Assis construiu sua trajetória na vida pública ocupando diferentes cargos de responsabilidade, com atuação voltada à gestão e às políticas públicas. Como senadora, destacou-se pelo envio de emendas destinadas ao Acre. À frente da Secretaria de Ação Social, desenvolveu ações voltadas à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade e à promoção de políticas sociais.

Ao longo de sua carreira pública, manteve uma imagem pautada pelo respeito às instituições, à legalidade e à correta aplicação dos recursos públicos, buscando exercer suas funções com ética, responsabilidade e compromisso com o interesse coletivo.

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